13/09/2017

Bienal do Livro: saldo e impressões







De 2 em 2 anos, o ritual é o mesmo: penso em não ir, penso que os preços são altos, penso que as filas são imensas, acabo indo, acabo reclamando, acabo voltando com livros e pensando que vou sentir saudades. Não tem muito jeito. Eu confesso: amo a bienal. Talvez seja essa ideia de um galpão gigantesco cheio de livros, cheio de gente falando de livros, trocando livros, lançando livros, amando livros. Apesar dos preços altos e das filas e da confusão, eu não resisto.

Dessa vez, foi a mesma coisa. Fui em 2 dias: no feriado e no último dia - também conhecidos como os-piores-dias-possíveis-pra-ir-a-Bienal. No feriado, acabei comprando 3 livros na Companhia das Letras: "Juntando os pedaços" (Jennifer Niven), "Nem vem" (Lydia Davis) e "Depois a louca sou eu" (Tati Bernardi). Já no segundo, comprei - finalmente - "Os homens explicam tudo pra mim" (Rebecca Solnit) e a HQ "O enterro das minhas ex", que eu descobri lá e me apaixonei de cara.






Acho que, até hoje, nunca saí da Bienal com títulos tão diversificados quanto dessa vez. Tem juvenil, HQ, ensaio... Tem até a Tati Bernardi, com quem eu sempre tive um pé atrás literário, mas resolvi comprar porque esse fala de ansiedade e a primeira página me pareceu promissora. Enfim, são leituras que combinam bem com o meu momento atual (embora esse ano eu esteja lendo pouquíssimo).









Das palestras, só consegui ver uma, com a Fernanda Young e mais 4 mulheres que eu não conhecia falando sobre feminismo. Discordei de 60% do que foi dito, mas... Valeu pela Fernanda que eu ainda assim admiro, concordando ou não.


De resto, meu resumo pra esse ano fica algo parecido com isso:

- Rocco e Record: os estandes mais lindos pra quem é fã de Harry Potter e Star Wars (infelizmente, as filas estavam grandes pra tirar foto e eu deixei pra lá)

- Comidas muito caras (eu ainda nem acredito que paguei 15 reais em uma FATIA de pizza. Nota mental: levar comida sempre.)

- Em alguns estandes mais desconhecidos, dava pra encontrar vários livros legais a 10 reais, mas tinha que ter paciência pra ficar fuxicando e se enfiando entre as pessoas (porque, claro, esses estavam sempre cheios)

- É bom fazer uma listinha dos livros que você quer encontrar antes de ir, porque na hora é bem fácil se deixar levar e acabar comprando coisas impulsivamente (minha especialidade).

- As editoras grandes quase não dão desconto. Acho que só consegui 1 preço bom na Companhia das Letras. Mas, em geral, achei tudo bem caro.




Enfim, apesar dos pesares, foi bom, Bienal. É sempre bom. E eu já tô animada pra te ver de novo em 2019.






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